Análises a Águas Naturais

É de grande importância conhecer as características da água de rega que estamos a usar na nossa exploração. A água que usamos para regar pode ter certas características que podem ser limitantes, pelo que deve ser do conhecimento do agricultor para que se faça um correto dimensionamento e manutenção das infraestruturas de rega. A avaliação genérica da qualidade da água engloba a verificação de um conjunto alargado de características químicas, físicas e biológicas. Essencialmente quando a água se destina para a rega os parâmetros determinantes na avaliação da qualidade são, entre outros, a quantidade total de sais (salinidade) e a concentração e proporção de alguns iões. Sendo que esta avaliação é muito importante, dado que o excesso de sais ou o seu desequilíbrio além de causar danos às culturas, pode acelerar processos de degradação física e química do solo e, consequentemente, diminuir a sua fertilidade. Porém, a água de rega pode transportar nutrientes indispensáveis às culturas que, corretamente contabilizados, podem diminuir a quantidade de fertilizantes a aplicar significando, assim, uma poupança nos custos de produção.

A qualidade da água para rega está definida no DL n.º 236/1998, de 1 de Agosto.
O LAGRA disponibiliza vários pacotes para a análise da qualidade da água de rega, sendo que na colheita das amostras para análise, devem ser seguidas determinadas normas existentes para o efeito.

 

LABAGUA 1 LABAGUA 2 LABAGUA 1
+
LABAGUA 2
LABAGUA 3
Análise de água natural para a produção integrada Análises para a rega gota a gota --- Análises Completas
Bicarbonatos Ferro Bicarbonatos Azoto Kjeldahl
Boro Manganês Boro Azoto Amoniacal
Cálcio Sulfatos Cálcio Bicarbonatos
Cloretos Sólidos suspensos totais (SST) Cloretos Boro
Condutividade eléctrica --- Condutividade eléctrica Cálcio
Carbonatos --- Carbonatos Cloretos
Magnésio --- Magnésio Condutividade Eléctrica
Nitratos --- Nitratos Fluoretos
pH* --- pH* Magnésio
Sódio --- Sódio Nitratos
Razão de adsorção do sódio ajustada (RAS) --- Razão de Adsorção do sódio ajustada (RAS) Nitritos
Dureza Total --- Dureza Total pH*
Sais dissolvidos totais (SDT) --- Sais dissolvidos totais (SDT) Sódio
--- --- Ferro Sódio
--- --- Manganês Razão de adsorção do sódio ajustada (RAS)
--- --- Sulfatos Ferro
--- --- Sólidos suspensos totais (SST) Manganês
--- --- --- Sulfatos
--- --- --- Sólidos suspensos totais (SST)
--- --- --- Sólidos dissolvidos totais (SDT)
--- --- --- Ortofosfatos
--- --- --- Potássio

 

PARÂMETRO MÉTODO DE ANÁLISE
pH* PT10 Edição 2 de 19/2/18
Condutividade,
Sólidos dissolvidos totais (SDT)
Condutimetria
Azoto Kjeldahl, Azoto amoniacal Destilação Kjeldahl
(volumetria)
Carbonatos, Bicabornatos Volumetria
Cloretos Método de Mohr
(volumetria)
Fluoretos, Nitratos, Nitritos Ortofosfatos, Sulfatos, Boro EAM UV/Vis
Cálcio, Magnésio, Potássio, Sódio, Ferro, Manganês EAA
Sólidos suspensos totais (SST) Gravimetria
Dureza total, Razão de adsorção do sódio ajustada (RAS) Cálculo

*Parâmetro acreditado.

 

Colheita de amostras de água

A amostra de água deve ser, preferencialmente, colhida no cabeçal de rega, após ter passado os filtros, numa zona do sistema não contaminada por adubos ou corretivos da água, devendo realizar-se cerca de meia hora após o início da bombagem da água.
No caso de águas superficiais que se encontrem em movimento, tal como um rio ou canal, a amostra deve ser colhida num local onde a corrente seja normal, evitando remoinhos ou zonas de água estagnada. Colher a amostra a cerca de 30 cm de profundidade e, se possível, no centro da corrente. Neste caso, coloca-se o recipiente no sentido contrário ao da corrente e evitar a entrada de materiais flutuantes.
Quando se tratar de águas paradas, tais como uma charca, tentar colher, a amostra no centro da massa de água, a cerca de 30 cm de profundidade, evitando a entrada de materiais flutuantes.
A amostra deverá ser colhida num recipiente de vidro ou plástico, de 1,5L bem limpo e enxaguado três vezes com a água que se deseja colher. O recipiente deverá estar bem cheio, até ao gargalo, de modo a evitar bolhas de ar e identificado.

Época e periocidade de colheita

De preferência a colheita das amostras de água deve realizar-se antes de se iniciar a época de rega, embora se possa efetuar em qualquer época do ano e aconselha-se, de acordo com a Produção Integrada, que a periodicidade da colheita das amostras seja de 4 em 4 anos, desde que não haja restrições ao uso da água. Nas zonas vulneráveis a determinação do teor de nitratos da água deve realizar-se anualmente.

Documentos de apoio: